Encruzilhada.

É essa a palavra que melhor define o atual momento da minha vida.

Estava prestes a me mudar para outra cidade, dar um rumo aos meus sonhos, porém, eis que acontecem imprevistos.
Um pequeno abate na renda financeira, e as coisas podem mudar completamente de rumo..
Ia pra Belém começar a fazer aulas de teclado, canto, procurar um emprego e prestar vestibular no final do ano.
Ficar morando com a minha irmã até Novembro, que é quando ela volta pra Macapá, daí em diante moraria sozinho.
Só que agora com o atual salário da minha mãe isso não é mais tão possível.

Meu avô veio nos visitar aqui, e me trouxe um teclado e uma guitarra, estou me dedicando muito ao primeiro instrumento.
Porém ele começou com um papo de que seria melhor eu ficar aqui, pra não deixar a minha mãe sozinha, que seria melhor pra ela e pra mim,
até na minha carreira musical, começar em cidade pequena.
Ele também começaria a me ajudar financeiramente a partir do final do ano, até na faculdade..

O grande problema de tudo isso, é conviver com a minha mãe. Sinto que não dá mais. Chegamos a tal ponto que a convivência
entre nós dois já não é mais possível. Pensei em ir morar com o meu pai (pela milésima vez), no sul, que eu consigo me relacionar melhor..
Porém, seria um tiro no escuro, visto que o meu pai não se encontra também numa situação financeira muito boa, e ele é bem
mais simples que a minha mãe, não dá tanto valor em algumas coisas que eu e a minha irmã já nos acostumamos como educação,
lazer, entre outras coisas.

Não sei o que fazer. Me sinto impotente. Não tenho mais tanto problema com a cidade de Macapá, tirando o fato de ter
que residir com a minha mãe. Não sei se falo pra ela isso, que o motivo de eu não querer ficar aqui é ela, porque ela
vai se encher de razão, se fazer de vítima, e no final de tudo vai ser uma conversa (na verdade, monólogo) em que a conclusão
será que ela está certa e eu estou errado.

Já cansei de tentar argumentar com ela, porque a coisa sempre termina do mesmo jeito. Às vezes ela muda por 1, até 2 meses..
Depois volta a rotina de, digamos, praticamente uma escravidão, com ela me abarrotando de afazeres que na verdade deveriam ser feitos por ela.
Quero ser livre, não aguento mais essa vida de depender das pessoas.
Por isso pensei, em de repente acatar esses planos que me foram propostos pra me ver livre daqui a alguns anos..
A questão é: Será que eu aguento?

Acho que isso só o tempo dirá.

Comentários

Camila Karina disse…
Tudo isso faz parte da tua encruzilhada nao? lembrei de um poema.."Oh vida, cheia de perguntas repetidas, intermináveis filas dos incrédulos, de cidades cheias de tolices. Qual a melhor delas?
Oh eu, oh vida.
Resposta: A poderosa peça continua e você pode escrever um verso.

Qual seria seu verso?"

abraço!

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